Gestão da Educação Corporativa

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Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância

Esta frase do título é atribuída ao advogado e educador Derek Bok, ex-aluno e ex-presidente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ela (a frase) nos faz lembrar que por vezes deixamos de comprar um livro, por exemplo, pensando somente no seu “preço”, sem avaliarmos, porém, o seu “valor”, ou seja, sem verificarmos os reais benefícios que poderemos obter com o conhecimento contido naquela obra.

Em se tratando do ambiente corporativo, mais especificamente da capacitação de gestores, podemos verificar que, antes da questão financeira, não é raro que outros fatores e pressupostos influenciem negativamente na decisão sobre os investimento em cursos e treinamentos técnicos e comportamentais. No momento da decisão, surgem argumentos como:

– Não é prioridade agora. Vamos programar para outro momento.

– No momento estamos com o caixa apertado.

– Esses treinamentos não agregam resultados práticos e imediatos.

– O gestor já deve estar capacitado nisso, pois essa competência é um pré-requisito para o cargo.

– Esse deve ser um investimento pessoal, pois, se o empregado se desligar da empresa vai levar o conhecimento com ele.

No meu modo de ver, a ignorância corporativa (no sentido de falta de investimento em gestão do conhecimento) pode ser comparada à hipertensão arterial, ou seja, é um mal que, por não apresentar sintomas, em regra não é diagnosticado a tempo e não recebe o tratamento devido, restando ao paciente a dor do colapso cardíaco e o tratamento intensivo, isso quando ainda é possível.

Como bem sabemos, os gestores que se localizam hierarquicamente na “média gerência” (gerentes, coordenadores, supervisores etc.) precisam estar adequadamente preparados para interpretar os planos estratégicos da empresa e transformá-los em resultados operacionais. Ou seja, são eles que fazem (ou não) as coisas acontecerem.

Gestão da educação corporativaA definição das estratégias gerais de educação no ambiente da empresa, e o desenvolvimento constante e sistemático do conhecimento e das habilidades dos gestores, fazem parte da “gestão do conhecimento” corporativo. Significa entender o conhecimento (e tratá-lo) como o mais valioso dos ativos da empresa, como de fato o é. Significa deixar de reagir às mudanças e passar a orientar e ditar o ritmo dessas mudanças organizacionais que envolvem a evolução e a dinâmica dos produtos, pessoas e processos.

Se você tem poder de decisão sobre os investimentos na capacitação de gestores na sua empresa, recomendo que reflita sobre isso. Ou então, se não tem sintomas, deixe como está. Certo?

Jairo Duarte

Administrador

Texto também disponível no Linkedin: LinkedIn Pulse – Prof. Jairo Duarte

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